"MUDA QUE QUANDO A GENTE MUDA O MUNDO ANDA PRA FRENTE E QUANDO A GENTE MANDA NINGUÉM MANDA NA GENTE, NA MUDANÇA DE ATITUDE A GENTE MOLDA O FUTURO..."

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Metal Gear Solid 3: Snake Eater


Gênero: Ação

Desenvolvido por: KCEJ
Distribuidora:
Konami
Lançamento: 17/11/2004
Nota: 9,6
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Review
As primeiras cenas semi-interativas do game já são de deixar qualquer um de boca aberta: tecidos que se movem independentemente do corpo dos personagens, expressões faciais super bem-feitas e movimentos perfeitos são algumas das evoluções gráficas do jogo, e ao começar a jogar a terceira versão de Metal Gear Solid, leva algum tempo para nos darmos conta de que estamos jogando um PS2, parece algo do futuro ainda, mas tanta evolução gráfica assim acaba levando a alguns slow-downs em certos momentos, mas nada que interfira na jogabilidade.



Quando este choque inicial passa, você logo tem outro ao se dar conta de que o radar, o nosso grande amigo das versões anteriores, desapareceu! No começo este fato pesa muito, mas depois de algum tempo de jogo você passa a se habituar com a atmosfera do game e passa a gostar da ausência dele, pois é um desafio a mais acrescido na obra de Hideo Kojima.



O game tem um roteiro que, com pequenos ajustes, poderia virar um grande filme de ação. Há muito o que ser assistido e lido entre as fases das missões. Nas cenas semi-interativas você pode apertar o triângulo a qualquer momento para dar um zoom na imagem, variando com a pressão posta no botão, e em alguns momentos específicos, apertando R1 você tem a visão em primeira pessoa do protagonista, o grande Snake.



Na tela de jogo, abaixo da barra de energia de Snake, agora temos uma outra que mede a resistência do herói, você pode encarar esta barra também como algo que nos indica o seu nível de fome, para isso, verificando a mochila de Snake (botão start) você encontrará o ítem food, são armazenados os ítens comestíveis, sendo inicialmente rações, que não duram muito, por isso, Snake tem que caçar sua própria comida na selva, que vai de animais a frutas. Um certo cuidado deve ser tomado com os alimentos perecíveis, pois eles estragam depois de um tempo armazenado e, comendo um desses, uma dor de estômago/barriga será queixada pelo cara, que terá de tomar um remédio para curá-la. Mas não é só este o fator que exige o tratamento do personagem, quando Snake é atingido por um tido tiro, soco ou facada, tal como uma queda de uma altura considerável, é preciso um procedimento adequado, que se baseia em utilizar bandagem, pomada, desinfectante, talas, agulha e linha para suturas.




Como nos outros games da série, o silêncio é muito importante para o sucesso nas missões. Há um modo silencioso de andar e se rastejar (utilizando o direcional digital), e, para render os adversários foi acrescida uma grande variedade de movimentos(chamados de CQC, sigla de Close Quarters Combat), entre eles a possibilidade de utilizar um oponente como escudo humano para Snake se defender e atirar ao mesmo tempo (ato que exige que o jogador tenha três mãos, pois a combinação de botões para isso é meio q impossível). Neste aspecto a barra de resistência também deve ser lembrada, pois se ela estiver abaixo da metade, o estômago de Snake começa a roncar, e isso pode chamar a atenção dos sentinelas.



Para alguma ajuda ou salvar o game, existe o rádio (acessado pelo botão select), em que você pode a qualquer momento se comunicar com seus superiores e auxiliares, cada um com informações específicas.

Neste incrível game, o que não falta é ação, cenas de tirar o fôlego, como uma perceguição de autos que deixa Matrix Reloaded no chinelo. É por estas e muitas outras qualidades que eu considero Metal Gear Solid 3: Snake Eater o melhor jogo da atualidade.

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